Unegro cobra inclusão da cultura afro no currículo escolar em Porto Alegre
Ocupando a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Porto Alegre nesta quinta-feira (23/5), a presidenta da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Elis Regina Gomes, destacou a importância das políticas públicas pelo fim do racismo. “É um problema estruturante da nossa sociedade. As mulheres negras e indígenas continuam sofrendo as maiores desvantagens”, disse. Depois de lembrar que 53% da população brasileira é composta por negros, Elis Regina cobrou a aplicação da Lei 10.639 (de 9 de janeiro de 2003), que, entre outros pontos, inclui no currículo escolar a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
Segundo ela, dados do Ministério da Saúde mostram que os negros enfrentam risco três vezes maior de assassinato por arma de fogo do que os brancos. “A luta contra o racismo não pode ser só uma luta de mulheres e homens negros, mas de todos e todas que lutam por uma sociedade mais democrática. Precisamos de um pacto contra o racismo, ampliando as políticas públicas contra essa vergonha nacional”, afirmou.
Elis Regina também reivindicou que o município de Porto Alegre execute ações contra o racismo. “Precisamos de creches noturnas para possibilitar que as mulheres negras se qualifiquem. Temos que ampliar o número de escolas de tempo integral, criar espaços públicos nas periferias e estimular o empreendedorismo juvenil, associado à economia solidária.”
A audiência foi proposta pelo vereador João Derly (PCdoB), integrante da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
Fonte: Câmara Municipal de Porto Alegre (23/05/2013)






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