Ewá é a orixá das névoas, das nascentes e de tudo o que ainda está escondido. Misteriosa e reservada, é uma das orixás menos conhecidas do grande público — e das mais respeitadas dentro das casas que a cultuam. Sua saudação é Riró!
Quem é Ewá
Ewá (Yewa, Iyewá) tem o nome do rio Yewa, que corre na fronteira entre a Nigéria e o Benim, na terra do povo que também se chama yewa (ou egbado). É uma das iyabás (leia As Iyabás). Ligada à névoa que sobe da água, à chuva fina e ao horizonte, representa as possibilidades que ainda não se revelaram, a beleza intocada, a intuição e a vidência. É um orixá do recolhimento: fala pouco e vê muito.
No Brasil, Ewá é cultuada sobretudo nas casas de tradição jeje e nas casas ketu mais antigas da Bahia, e é muito próxima de Oxumarê (leia Oxumarê, o orixá do arco-íris), com quem divide o arco-íris e a ligação entre a água e o céu. Também é associada a Nanã e a Omolu, a família da terra e das águas paradas.
As histórias de Ewá
As histórias de Ewá circulam sobretudo dentro das casas que a cultuam, e cada casa guarda as suas. O Portal só publica mito quando ele está registrado em fonte publicada que possamos citar — e, até agora, não encontramos um itã de Ewá que pudéssemos conferir. Por isso, aqui não contamos nenhum. Se a sua casa conhece uma história de Ewá registrada em livro, conte nos comentários com a referência: ela pode virar o próximo artigo.
Símbolos, cores, dia e saudação
- Cores: vermelho-coral e amarelo (em algumas casas, rosa);
- Dia: varia de casa para casa;
- Saudação: Riró!;
- Símbolos: o ofá (arco e flecha) e a espada, em muitas casas; a cobra, que a liga a Oxumarê;
- Elementos: a névoa, as nascentes, a chuva fina, o horizonte.
Cores, dias, saudações e oferendas variam de nação para nação e de casa para casa. O que está aqui é o mais comum no candomblé de nação ketu e na Umbanda; o fundamento de cada orixá é ensinado dentro de cada terreiro, pelo sacerdote ou pela sacerdotisa da casa.
Ewá no Brasil
Por ser um culto raro e cheio de recato, Ewá é pouco vista nas festas públicas. Na Umbanda, quase não aparece. Quem quiser conhecê-la de perto deve procurar uma casa de tradição que a cultue e aprender com o sacerdote ou a sacerdotisa de lá.
Cante para Ewá
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Fontes
- Pierre Fatumbi Verger — Orixás: deuses iorubás na África e no Novo Mundo (Corrupio, 1981)
- Reginaldo Prandi — Mitologia dos Orixás (Companhia das Letras, 2001)






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